Estou num buraco
profundo
Dentro de um
poço deitada
Uns dizem
que estou morta
Outros:
embriagada!
Sons, luzes,
cores
Pálpebras em
movimento
No rosto uma
máscara
Não
demonstra sentimento
Finjo mexer,
se afastam
Muitos com
olhar petrificado
Uns,
curiosos, apontam
Outros saem
de lado
Burburinho
cessa
Mão se ergue
num repente
Uns fogem
alucinados
Outros
chamam: um parente!
Difícil sair
de lá
Com tanto
obstáculo a vencer
Pior é não
ter apoio
Estão todos
a correr...
Valéria
14JAN2009

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