Sem Pretensão II - Poesias selecionadas
Aqui estarão as poesias que mais gostei. Algumas foram publicadas no álbum Sem Pretensão do vpaioli@blogspot.com, outras em meu facebook e algumas são inéditas e todas escritas por mim. A foto que ilustra a página é de meu amigo fotógrafo Luis Gonçalves feita em Figueiró dos Vinhos, Fragas de S. Simão, Portugal Autorizo a reprodução e divulgação respeitando a autoria. Cite meu nome ou este blog quando divulgar.
Quem sou eu
- Valeria
- Em minha primeira definição uma mãe, depois um ser humano em aprendizado constante. Citações que me definem: Para viver, eu preciso de ar, água, comida e amor. O resto é bônus! Nuca fui perfeita, nem tento ser... os perfeitos morrem cedo.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
quinta-feira, 1 de março de 2018
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
Me faz bem
Me faz bem
Me faz bem ouvir tua voz
Quando estou quase dormindo
É uma música a sussurrar
Tudo o que gostava de ter ouvido
Me faz bem sentir teu calor
- Mesmo que nunca o tenha sentido -
Imaginar também faz parte
É recurso usado por todo mundo
Me faz bem receber teu carinho
Nos braços, pernas, qualquer lado
O toque é algo tão sublime
Mesmo que seja imaginado
Me faz bem saber que existe
Ainda que só em meus devaneios
Pensar em ti me faz viver
Ter-te em mim é o que mais anseio.
Valéria 05/01/2016
* Edição da poesia em vídeo e filmagem por Luis Gonçalves. Imagens obtidas no Rio Mondego a alguns quilometos da nascente, em Vila Soeiro, Guarda, Portugal.
sábado, 1 de agosto de 2015
sábado, 25 de julho de 2015
Sinfonia natural
sexta-feira, 24 de julho de 2015
O frio
Quem me vai
aquecer nesse frio?
Ao lado
repousa, no leito vazio,
A presença da
ausência, veemente.
Os ais marcados
nas paredes gritam em silêncio...
Eu, sem
vozes, sem beijos, sem ninho,
Transformo
noites em dias, insone fico.
Espero
pacientemente impaciente,
Por suspiros,
enquanto rabisco
Um esboço de
coração indolente
Que,
insolente, ao meu lado não está.
*imagem da internet
terça-feira, 21 de julho de 2015
A decepção do beija-flor
Ia voando, o beija-flor
Saciar-se do néctar como hábito
Sem precaução ou cuidado
Teve seu intento frustrado:
Naquele recanto, só havia amargor...
O pobre d'antes alegre
Percebe com ironia a maldade
Sua flor predileta e doce
Trocou seu prazer, não só a metade...
Negou agrados, como se nada fosse!
Motivos não aparentes,
"Teria eu a ferido?"
Tudo o que era permitido
A leveza, a troca, a renovação
Uma história interrompida, uma decepção!
Valéria 21/07/2015
* Imagem colhida na internet
sábado, 10 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Amanhecer
Eram trevas naquela noite,
A lua não veio brincar no céu
Preferiu mergulhar no mar
Para acalmar o interno fogaréu
Fazia calor, na madrugada
Daquele que não se dorme
Daquele que não se pensa em nada
Nada se via, devido ao breu
O peito se fazia apertado
Tanto pela dor da perda
Quanto pelo escuro inusitado
"Posso chorar, ninguém verá,
Mas lágrima nenhuma vai servir,
A falta não acalentará"
Só uma solução a vida nos traz
Faz varrer a falta de você:
Todos os dias novas esperanças
Vêem junto com o sol, ao nascer
domingo, 28 de dezembro de 2014
As perdas
Imagem colhida na internet
Porque demorou, meu amor, a chegar?
Não lembro se ontem, ou ano passado
À janela, a ver o céu, estive a pensar,
Que a meu baile de debutantes não tinha ido
A valsa, comigo, não esteve a dançar
Faltou também, ser meu par
No baile da formatura
E dançarmos sem parar
Até subir a temperatura
E atrás do arbusto, beijos trocar
Creio não te-lo visto ao altar
Nem no nascimento dos filhos
Ao México não fomos viajar
Perdeu também a chegada dos novos vizinhos
(Esses gostavam de conversar)
Tantos os acontecimentos a passar
Sem tua presença a meu lado
As primeiras rugas a chegar
O cabelo branco, era antes acastanhado
E os olhos agora tendem a nublar
Não te importes, vou compensar
As perdas dos acontecimentos
Nossos melhores anos vamos passar
Juntos, a todos os momentos,
Em uma vida de beijar, acarinhar e amar
Valéria 23/12/2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
O vale
Depois de alguns meses um tanto sumida, volto a postar meus escritos, a partir da próxima semana.
Este teve a imagem capturada na Madeira (levada) e enquadrado, gentilmente, pelo amigo Joaquim Abreu.
Este teve a imagem capturada na Madeira (levada) e enquadrado, gentilmente, pelo amigo Joaquim Abreu.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Carta ao namorado, mesmo que imaginário
Homenagem ao dia dos namorados, data comemorada no Brasil em 12/06/2014
Ilustração do amigo Joaquim Abreu
domingo, 8 de junho de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
Súplica
Mais uma maravilhosa edição de Luis Gonçalves,
imagens obtidas em Parque da Cabreia, Freguesia de Silva Escura, concelho de
Sever do Vouga.
Que me abandone essa vontade
De ser do outro a metade
Para que inteira eu siga
Tomando conta da minha vida
Que eu consiga acordar sem dormir
Entrar em mim, sem sair
Ao universo parar de implorar
Por alguém que queira me amar
Que eu lembre da minha importância
Que não chore mais por ausências
E viva sem omitir
O desejo de só sorrir
Valéria 10/05/2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
História de um amor
Há algum tempo atrás,
Se décadas ou séculos não sei precisar,
Ao travar violenta batalha
A vida de meu amor veio a findar
Após a terrível notícia
Alma consumada de dor
Não havia rumo a tomar
Além de seguir meu amor
Por um istmo de tempo
Estivemos lado a lado
Em frente ao criador
Que se dizia equivocado
"Sinto causar-lhes mais dor
Pois não é chegada a hora
Só na próxima encarnação.
Agora devem ir, sem demora"
- Onde nos iremos encontrar,
Será nesta mesma cidade?
Pergunta ela sem muito duvidar
Ser a melhor localidade.
"Por uma prova irão passar,
Separados por muitas léguas
Devendo, ao procurar vosso par
Um sinal de acerto sentir
Poderá ser uma música a tocar
Ou ainda a certeza
De querer estar em um lugar,
Bem como um tremor interno"
E assim, sem que o destino fosse sorteado
Seguiu o casal entristecido
Agora, um para cada lado
Sonhando com a derradeira união
Ambos eram só lamento
Causavam dó às outras almas
Até que o véu do esquecimento
Lhes foi aplicado sem demora
Nasceram, cresceram, vida normal
Foram à escola, trabalharam
Porém ambos sentiam em igual
Que suas vidas eram incompletas
Essa pode ser a minha história
Com também a de qualquer um
É de quem sentir ainda agora
Que seu par está em algum lugar...
Valéria 26/04/2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O repouso da alma
Tenho uma alma portuguesa, de certeza
No leito do Tejo perdida, esquecida
Talvez no Cais da Ribeira ou na Beira
Ou ainda entre as oliveiras, pereiras
Pelo Alentejo a vagar, devagar
Por pés de couve, pastéis de belém
Ou desfila, na linha do trem
Visitando recantos, com encanto
Sem perder a luz em Queluz
Escorrega por um arco-iris no Douro
Onde ao final encontra o tesouro
Sobe e desce escadarias, vazias
De castelos sempre tão belos
Essa alma perdida, sofrida
Consegue sonhar, imaginar
Amigos e o café da praça
Que atravessa para ir à farmácia
Um dia estará na aldeia, creia
Onde repousará e feliz será
Por interromper a caçada desarvorada
À seu local original, não natal.
Valéria 14/04/2014
domingo, 16 de março de 2014
Estou apaixonada
Não é uma paixão carnal
Daquelas pelo sexo oposto
É uma paixão integral
Treme o corpo, tinge o rosto.
Percebi num repente,
Com certeza e precisão
Se estou viva, se sou gente
Tenho aceso meu coração
Meu amor, mais puro e singelo.
Só um destino haveria de ter
Não pelo verde e amarelo
Só por mim podia ser.
Valéria 16/03/2014
A dança da água
Foto obtida em Ribeira das Quelhas, Castanheira de Pera, Portugal
* clicar na foto facilita a leitura
domingo, 9 de março de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Poemas Escolhidos
Mais um lindo vídeo preparado por Luis Gonçalves, grande fotógrafo e grande amigo.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Prazo marcado
Assim como tudo na vida
Possui prazo marcado
Meu amor por você
Pertence ao tempo passado
Amei sua boca, sua voz
Suas doces palavras de amor
Porém de seus olhos,
Já nem me lembro a cor.
Doeu fundo, como punhalada
Saber não tê-lo mais ao meu lado
Agora te penso ridículo
E até solto uma gargalhada
Amores vem e vão
Assim ocorre também com paixões
Os primeiros, sepultados sob lágrimas
Os últimos sem ilusões
Pergunta se ainda me entrego?
Qual a razão para não fazê-lo?
Amar é nosso maior dom
O próximo será sem atropelo!
Valéria 19/02/2014
Possui prazo marcado
Meu amor por você
Pertence ao tempo passado
Amei sua boca, sua voz
Suas doces palavras de amor
Porém de seus olhos,
Já nem me lembro a cor.
Doeu fundo, como punhalada
Saber não tê-lo mais ao meu lado
Agora te penso ridículo
E até solto uma gargalhada
Amores vem e vão
Assim ocorre também com paixões
Os primeiros, sepultados sob lágrimas
Os últimos sem ilusões
Pergunta se ainda me entrego?
Qual a razão para não fazê-lo?
Amar é nosso maior dom
O próximo será sem atropelo!
Valéria 19/02/2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
SORRIR
Recebi esta homenagem desse amigo, grande fotógrafo, que tem poesia nos olhos, Luis Gonçalves, ao qual agradeço honrada!
sábado, 15 de fevereiro de 2014
A varanda
Havia duas cadeiras na varanda
Todos os dias, lá os via
Ele lia jornal
Ela, não lembro o que fazia
"Hoje acordei mais bonita
Cabelo solto, bem a seu gosto
Mas onde está você
Brincando de esconde em pleno agosto?"
Só vejo uma cadeira agora
Tempo gelado, ar frio
A mulher na varanda
Desfila seu olhar vazio
Valéria 15/02/2014
Todos os dias, lá os via
Ele lia jornal
Ela, não lembro o que fazia
"Hoje acordei mais bonita
Cabelo solto, bem a seu gosto
Mas onde está você
Brincando de esconde em pleno agosto?"
Só vejo uma cadeira agora
Tempo gelado, ar frio
A mulher na varanda
Desfila seu olhar vazio
Valéria 15/02/2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Virá
Por entre lençois amassados
Sonho acordada o amor que virá
Sei que vem, sinto na pele
A mão que me tocará
Suspiro os beijos
Sorvo a essência
Um amor maduro e total
Com entrega, sem subserviência
Me lanço em barcos, navios
Corro andando por estradas
Até voarei se for preciso
Atrás da pessoa amada
Não se vive sem amor
Ninguém quer a solidão
Por estar a desejar
Vou reconstruir meu coração
Valéria 05/02/2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Felicidade
Nas asas do gavião
Voo, a divagar:
"Há tantas nuvens no céu,
Porque não chove?"
Uma minúscula aeronave
Me leva para longe
Outras línguas, outros costumes
Terra da esperança
Onde te encontro?
Debaixo da marquise,
Em uma esquina qualquer,
Sob as folhas de um coqueiro?
A procura não finda
Hei de encontrar um dia
A famosa e inexistente
Felicidade absoluta!
Valéria 04/02/2014
Voo, a divagar:
"Há tantas nuvens no céu,
Porque não chove?"
Uma minúscula aeronave
Me leva para longe
Outras línguas, outros costumes
Terra da esperança
Onde te encontro?
Debaixo da marquise,
Em uma esquina qualquer,
Sob as folhas de um coqueiro?
A procura não finda
Hei de encontrar um dia
A famosa e inexistente
Felicidade absoluta!
Valéria 04/02/2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Amor eterno
Tinha os lábios cor de cereja
Como é normal às bocas jovens
E ainda depois de perderem o tom
Não se esqueciam de encontrar os meus
Seus olhos brilhavam quando me viam
E assim sempre ocorreu
Mesmo depois de envidraçados
E eu com pregas a mais pelo rosto
Antes a entrega era sôfrega
Que o tempo tratou de amainar
Mesmo no novo ritmo
Foi mantido o desejo mútuo
Casados, amantes, tanto faz
Um amor de uma vida
É o que há de mais importante
Na vida de qualquer ser
Valéria 03/02/2014
Como é normal às bocas jovens
E ainda depois de perderem o tom
Não se esqueciam de encontrar os meus
Seus olhos brilhavam quando me viam
E assim sempre ocorreu
Mesmo depois de envidraçados
E eu com pregas a mais pelo rosto
Antes a entrega era sôfrega
Que o tempo tratou de amainar
Mesmo no novo ritmo
Foi mantido o desejo mútuo
Casados, amantes, tanto faz
Um amor de uma vida
É o que há de mais importante
Na vida de qualquer ser
Valéria 03/02/2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
A grama
Plantei grama na garagem
Quisera isso te dizer
E vê-lo a regar todos os dias
Posso tua silhueta entrever
Dói fundo uma perda
Mais ainda perda sem morte
A morte exige consolo
Sem ela, só há dor forte
Juntar frases, risadas
Juras, confidências, contemplação
Tudo agora estilhaços de uma vida,
Lacrar na mesma gaveta do coração
Valéria 01/02/2014
Quisera isso te dizer
E vê-lo a regar todos os dias
Posso tua silhueta entrever
Dói fundo uma perda
Mais ainda perda sem morte
A morte exige consolo
Sem ela, só há dor forte
Juntar frases, risadas
Juras, confidências, contemplação
Tudo agora estilhaços de uma vida,
Lacrar na mesma gaveta do coração
Valéria 01/02/2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
Turbilhão
Quando senti sua
ausência,
Mesmo que presente?
Quando não mais
esteve por perto,
Mesmo estando longe?
O que aconteceu, eu
não percebi?
Adorava pronunciar
seu nome
Mesmo no diminutivo
Suas risadas, suas
conversas
Seus momentos de mau humor.
Agora o vão, a
valeta, o vácuo
Estão presentes em
nossas vidas.
É mesmo um turbilhão
que passa
Um ciclone, um
vendaval
Tudo estava ali e
pronto!
Pisquei, piscamos,
vida mudou.
Valéria 26/01/2014
Bússola
Sua boca emana luz,
Que me envolve, me conforta
Os olhos, raios
Que me imantam, me atraem
Sua aura me dá paz.
Nosso amor, é um crescer interior,
Uma aventura em mares calmos
Que sabem ser redemoinhos
Mas voltam sempre ao porto seguro.
Num barco vou voar sem nuvens
Apressadamente calma;
Saber encontrar o amor
É a bússola que me orienta.
Valéria 26/01/2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Distância
Noites sôfregas em leito insone
A rolar e pensar, tortura egígcia
"Quisera do alheio ser pensamento
Já que do meu és rei e soberano"
O sol vem brindar
Com o véu da amnésia
Até ressurgir a memória da noite
Num repente, um bálsamo, uma frase
Brota na profundidade da dor:
"Já viu a lua hoje?"
Volto a sorrir, ela nos une!
Valéria 22/01/2014
Amor-paixão
É tão fácil se apaixonar
Coisa de olhar, de mão na mão
O difícil mesmo é amar
Esse requer explicação
Tem que cultivar, estar presente
Admirar até defeitos
Ser parceiro, mesmo o outro doente
Nunca ficar sem jeito
Falar de tudo sem temor
Poder dizer não sem pestanejar
Trocar juras de amor
Até mesmo sem se falar
Por ser assim tão complexo
Um amor encontrar
Não vou revirar o universo
Me contento em me apaixonar.
Valéria 20/01/2014
Ausência
Minha boca está carente
Tem sede, fome e frio
Meus braços estão dormentes
De tanto abraçar o vazio
Os olhos secos
À frente o horizonte
Gelada e apática constato:
Morpheu é meu presente
No turbilhão do vazio
Febril, fogosa, gemente
Constato, não estou sozinha
Seu espectro está presente.
Valéria 17/01/2014
Mão
A mão estendida
Uma corridinha para alcançar,
Sensação de conforto
A presença forte,
Mas ausente
Assim acontece
Para tal, basta amar
Quem ama enxerga cores perfeitas
Vê amor nos gestos
Vê carinho nas palavras
Vê perfeição no imperfeito
Quem ama é tolo
Porém está vivo
E (falsamente) feliz.
Valéria, 13/01/2014
Insônia
Tem um buraco no meu peito.
Como foi parar ali?
Sera culpa do prefeito
Ou da falta de dormir?
Tem um buraco no meu peito
E não sei como tapar
Ou alguém da um jeito
Ou vou ter que chorar
Se eu choro, sem cuidado,
O buraco pode alagar
Esse tal buraco danado
Ainda acaba por me afogar
Dói ao passar a mão
Será sensacao correta?
A ausencia do coracao
So faz me deixar desperta
Valéria 06.12.2013
O fim
Olhar evitado, palavras contidas
O beijo castrado, entre lábios mordidos
Silêncio nas frases, calma aparente
Mas tudo poderia ser diferente...
Bastava que me beijasses.
Valéria 09/08/2013
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