Tenho uma alma portuguesa, de certeza
No leito do Tejo perdida, esquecida
Talvez no Cais da Ribeira ou na Beira
Ou ainda entre as oliveiras, pereiras
Pelo Alentejo a vagar, devagar
Por pés de couve, pastéis de belém
Ou desfila, na linha do trem
Visitando recantos, com encanto
Sem perder a luz em Queluz
Escorrega por um arco-iris no Douro
Onde ao final encontra o tesouro
Sobe e desce escadarias, vazias
De castelos sempre tão belos
Essa alma perdida, sofrida
Consegue sonhar, imaginar
Amigos e o café da praça
Que atravessa para ir à farmácia
Um dia estará na aldeia, creia
Onde repousará e feliz será
Por interromper a caçada desarvorada
À seu local original, não natal.
Valéria 14/04/2014

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