Espera,
espera... esperança.
Espera coça,
espera cansa.
Revista velha,
relógio parado
Espelho
sujo, empoeirado.
- O quadro
está torto, ninguém vê?
(Aqui
deveria ter uma TV...)
Um jornal na
mesa, desmiringuido
Ao lado um
homem dormido.
Porta rangendo,
passos na escada
A velha fica
animada!
Sai do
banheiro a criança
Novo esperar,
nova esperança
Corpo
escorrega, pé esticado,
Da janela só
se avista um telhado
O homem
acorda, fala do calor
O corpo
largado vai dando um torpor...
A atendente,
sorriso marrom
Ou está
retocando o batom?
Quero
entrar, quero sair
Qualquer
solução pode advir
A sala
translúcida me enjoa
Aqui o tempo
não voa
Só moscas
entediadas
Por sobre a
lâmpada queimada
Quero água,
quero café
Agora a
coceira é no pé
Uma voz soa,
volta a esperança
Junto com
ela grita a criança
- Fale de
novo, não pude ouvir
Sou eu, ou
posso dormir?
Tanto esperar,
uma tortura!
Quero uma
torta, uma aventura
Brinco com
os dedos, desconsolada
- Aquela
mulher parece desmaiada.
Minha
paciência se esgotou.
Mas que bom,
o médico me chamou!
Valéria 30/12/2008

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