Esperando
não sei o quê
Vivendo não
sei porquê
Respirando
restos
Comendo ar.
Até que eu
tentava
Um rumo
tomar,
Mas cada rua
que entrava
Terminava em
uma encruzilhada.
Quando uma
porta fechava
E uma janela
se abria,
Logo uma
lufada de vento
Modificava
tudo e também
Apagava a
chama da vela
Acesa para
se ver o sol.
Pedregulhos,
pedras, rochedos,
Tudo isso
havia no caminho
E flores nem
pensar,
Só touceiras
de espinhos.
Nem pensava
em sair da vida
Pois já era
uma morta-viva
Vagando pelo
mundo...
E assim o
tempo passava
Sem ser
rápido ou demorado
Sem frio ou
calor
Com risos
tristes
Alegrias
fingidas.
Amigos eu
tinha
Tentativas
eu fazia
Mas nada
conseguiu
A minha alma
arranhar.
Agora estou
novamente
Jogando em um velho baú
Todos os
resquícios
Dessa dita
infelicidade
Mas não jogo
a chave fora
Pois talvez
eu tenha
Que pegar
tudo de volta.
Valéria 16/08/2005

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